Nos dias atuais só não se tem informação e conhecimento quem realmente não acha necessário ter, em um tempo em que a tecnologia tem tido grandes avanços, tudo se torna mais acessível, inclusive o conhecimento. Mas é admirável que no meio cristão haja pessoas que não se importam com o conhecimento, principalmente quando se diz a seu respeito e a respeito de seu testemunho como cristão.
Antes mesmo de nascer em Cristo eu me questionava quanto ao nome Lúcifer e por não conhecer nada sobre o Senhor e nem ao menos da sua palavra então admitia que assim seria o nome dado ao nosso inimigo - Satanás. Mas após a minha conversão, essa pergunta gritava inquieta dentro de mim, "É Lúcifer o nome de meu inimigo?" .Procurei por muitas respostas mas nenhuma me foi satisfatória e convincente (não estou menosprezando o conhecimento das pessoas que me responderam e deixo aqui o meu agradecimento pela disponibilidades de todos a quem perguntei), até que por muito buscar na internet encontrei de um professor de hebraico a resposta que fez calar essa voz que tanto me injuriava.
E por ser uma resposta sábia e com grandes doses de provas bíblicas, estou compartilhando aqui para que os Cristãos que querem crescer em graça e sabedoria não seja como barcos, levados por toda onda de doutrina.
Antes de iniciarmos quero dar os créditos ao Prof. Pr. José Ribeiro Neto - Professor Titular da Cadeira de Hebraico Bíblico, Grego do NT, Crítica do AT e Teologia Sistemática II (Deus / Anjos) no Seminário Teológico Batista Nacional Enéas Tognini– SP; Professor da Cadeira de Língua Portuguesa e Metodologia Científica na FAESP.
Bom Estudo!
Resumo
Analisamos aqui como uma interpretação teológica estabelecida de uma passagem das Escrituras tal como Is 14.12 pode conduzir a uma leitura errônea de um vocábulo transformando-o em um nome próprio. No caso, a influência da Vulgata na interpretação do vocábulo latino lucifer como um nome próprio. Procuramos também fazer uma análise morfológica do texto original propondo uma tradução interlinear bem como uma tradução idiomática comparando com dicionários do hebraico e também analisando a ocorrência do vocábulo lucifer em outros contextos da Vulgata para demonstrar a impossibilidade do termo ser um nome. Por fim analisaremos os principais nomes utilizados na Bíblia, tanto no AT quanto no NT, para se referir a satanás, definindo assim os nomes que deve-se referir ao inimigo.
No brasil ele é conhecido por diversos nomes: pé preto, tinhoso, o coisa ruim, capeta, o demônio, diabo, fedido, e por aí vai. Porém nas igrejas evangélicas e em tantas outras religiões ele é chamado de lúcifer. Alguns chegam até a dizer que esse era o seu nome antes de cair, Anjo de Luz, e que após a queda se tornou satanás ou diabo. Mas, contudo alguém já deve ser ter perguntado: de onde vem o nome lúcifer? Em que versículo da Bíblia podemos encontrar tal nome? Com este objetivo, procuraremos mostrar como uma tradução influenciada pela teologia pode criar um nome a ponto das pessoas o utilizarem tradicionalmente com segurança e sem questionar sua origem.
A respeito da queda de satanás, muitos sabem citar os textos clássicos de Is 14.12: Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitava as nações! (ARC) e Ez 28.14-15: Tu eras querubim ungido para proteger, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti.
P.S.: Muitos dizem que ele era um anjo, porém o texto citado acima de Ez.28, declara que ele era querubim.
Embora o texto fale diretamente ao Rei da Babilônia (Is 14.12), e ao Rei de Tiro (Ez 28.14-15), podemos compreender indiretamente o contexto como que se referendo à queda de satanás, mas não podemos tirar uma conclusão definitiva sobre as duas passagens o que seria eisegese.
É evidente que a interpretação tradicional das duas passagens já foi estabelecida há muito tempo e, portanto, é muito difícil as pessoas aceitarem outra análise que não seja a estabelecida pela tradição.
O Texto original de Isaías 14.12
Por não conter as fontes usadas, deixo a seguir o link com todo o estudo aqui descrito, com os textos originais - Hebraico, Grego e Latino.
Lúcifer_A invenção de um nome
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Deixei aqui apenas um resumo conclusivo do que você terá no material lincado.
A ocorrência da palavra lucifer na Vulgata Latina
Is 14.12
Não vemos nos evangelhos, nem nas cartas ou em livro qualquer do NT, tal nome sendo referido ao diabo, mas vemos Cristo usando de adjetivos para qualificar o inimigo do Senhor.
Enfim, não podemos aceitar no meio da igreja do Senhor um modismo que entra às espreitas e consegue engodar aqueles que não o especulam, que por si só não buscam respostas que define exatamente aquilo que lhe tem sido passado. Por tal passividade, temos nos dias de hoje assistido uma igreja um tanto quanto inativa, uma igreja que tem buscado moldar Deus conforme o mundo O possa aceitar, e não defender aquilo que o Senhor nos pediu para fazer - levar um Evangelho puro, um evangelho sem preconceito, o Evangelho que liberta, cura, restaura e salva. Líderes que alinham a Igreja ao padrão do mundo, não é um líder que ama a sua igreja e que defende o Genuíno Evangelho do Senhor.
Lembrando !!
"Amar não é ignorar e sustentar o erro, mas sim corrigir e instruir em sabedoria e mansidão"
Bom Estudo!
Resumo
Analisamos aqui como uma interpretação teológica estabelecida de uma passagem das Escrituras tal como Is 14.12 pode conduzir a uma leitura errônea de um vocábulo transformando-o em um nome próprio. No caso, a influência da Vulgata na interpretação do vocábulo latino lucifer como um nome próprio. Procuramos também fazer uma análise morfológica do texto original propondo uma tradução interlinear bem como uma tradução idiomática comparando com dicionários do hebraico e também analisando a ocorrência do vocábulo lucifer em outros contextos da Vulgata para demonstrar a impossibilidade do termo ser um nome. Por fim analisaremos os principais nomes utilizados na Bíblia, tanto no AT quanto no NT, para se referir a satanás, definindo assim os nomes que deve-se referir ao inimigo.
No brasil ele é conhecido por diversos nomes: pé preto, tinhoso, o coisa ruim, capeta, o demônio, diabo, fedido, e por aí vai. Porém nas igrejas evangélicas e em tantas outras religiões ele é chamado de lúcifer. Alguns chegam até a dizer que esse era o seu nome antes de cair, Anjo de Luz, e que após a queda se tornou satanás ou diabo. Mas, contudo alguém já deve ser ter perguntado: de onde vem o nome lúcifer? Em que versículo da Bíblia podemos encontrar tal nome? Com este objetivo, procuraremos mostrar como uma tradução influenciada pela teologia pode criar um nome a ponto das pessoas o utilizarem tradicionalmente com segurança e sem questionar sua origem.
A respeito da queda de satanás, muitos sabem citar os textos clássicos de Is 14.12: Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitava as nações! (ARC) e Ez 28.14-15: Tu eras querubim ungido para proteger, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti.
P.S.: Muitos dizem que ele era um anjo, porém o texto citado acima de Ez.28, declara que ele era querubim.
Embora o texto fale diretamente ao Rei da Babilônia (Is 14.12), e ao Rei de Tiro (Ez 28.14-15), podemos compreender indiretamente o contexto como que se referendo à queda de satanás, mas não podemos tirar uma conclusão definitiva sobre as duas passagens o que seria eisegese.
É evidente que a interpretação tradicional das duas passagens já foi estabelecida há muito tempo e, portanto, é muito difícil as pessoas aceitarem outra análise que não seja a estabelecida pela tradição.
O Texto original de Isaías 14.12
Por não conter as fontes usadas, deixo a seguir o link com todo o estudo aqui descrito, com os textos originais - Hebraico, Grego e Latino.
Lúcifer_A invenção de um nome
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Deixei aqui apenas um resumo conclusivo do que você terá no material lincado.
A ocorrência da palavra lucifer na Vulgata Latina
Is 14.12
- quomodo cecidisti de caelo lucifer qui mane oriebaris corruisti in terram qui vulnerabas gentes
- Como caíste do céu, ó astro brilhante, que, ao nascer do dia, brilhavas? Como caíste por terra, tu que férias as nações?
- et habemus firmiorem propheticum sermonem cui bene facitis adtendentes quasi lucernae lucenti incaliginoso loco donec dies inlucescat et lucifer oriatur in cordibus vestris
- Temos ainda a palavra mais firme dos profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção, como a uma lucerna que alumia num lugar escuro, até que venha o dia, e a estrela da manhã nasça em vossos corações
Jó 11.17
- et quasi meridianus fulgor consurget tibi ad vesperam et cum te consumptum putaveris orieris ut lucifer
- Levantar-se-á pela tarde sobre ti uma luz como a do meio-dia; / e, quando te julgares destruído,surgirás como a estrela da manhã
Jó 38:32
- numquid producis luciferum in tempore suo et vesperum super filios terrae consurgere facis
- És tu porventura que fazes aparecer a seu tempo a estrela da manhã, / e fazes nascer o Véspero sobre os filhos da terra?
Sl 109.3 [110.3 na Bíblia Protestante]
- tecum principium in die virtutis tuae in splendoribus sanctorum ex utero ante luciferum genui te
- Contigo está o principado no dia da tua força, / entre os resplendores dos santos; / das minhas entranhas te gerei antes da aurora.
Portanto, vemos que:
lucifer - (Is 14.12; II Pe 1.19; Jó 11.17) > substantivo masculino singular nominativo
luciferum - (Jó 38.32; Sl 110.3) > substantivo masculino singular acusativo )
lucifero * – substantivo masculino singular ablativo
lucifero * – substantivo masculino singular dativo
luciferi * – substantivo masculino singular genitivo
luciferi * – substantivo masculino plural nominativo
luciferos * – substantivo masculino plural acusativo
luciferis * – substantivo masculino plural ablativo
luciferis * – substantivo masculino plural dativo
luciferorum * – substantivo masculino plural genitivo
O * indica formas hipotéticas que não ocorrem na Vulgata, mas que são deduzíveis pela gramática latina.
Não vemos nos evangelhos, nem nas cartas ou em livro qualquer do NT, tal nome sendo referido ao diabo, mas vemos Cristo usando de adjetivos para qualificar o inimigo do Senhor.
Enfim, não podemos aceitar no meio da igreja do Senhor um modismo que entra às espreitas e consegue engodar aqueles que não o especulam, que por si só não buscam respostas que define exatamente aquilo que lhe tem sido passado. Por tal passividade, temos nos dias de hoje assistido uma igreja um tanto quanto inativa, uma igreja que tem buscado moldar Deus conforme o mundo O possa aceitar, e não defender aquilo que o Senhor nos pediu para fazer - levar um Evangelho puro, um evangelho sem preconceito, o Evangelho que liberta, cura, restaura e salva. Líderes que alinham a Igreja ao padrão do mundo, não é um líder que ama a sua igreja e que defende o Genuíno Evangelho do Senhor.
Lembrando !!